Instalação de autoria de Thiago Honório que estabelece um diálogo com as procissões de cidades do interior. O artista criou um pequeno algodoal em frente à porta principal e uma trama de ramos de algodão natural foi instalada na nave da Capela. No batistério está exposto um conjunto de mãos feitas de madeira que também faz uma referência às manifestações religiosas e populares.
PASSADAS
Leonilson – Instalação sobre duas figuras, 30 anos depois
Exatamente três décadas após a morte do artista José Leonilson Bezerra Dias, o Museu da Cidade de São Paulo expõe a obra – concebida originalmente para a Capela, em 1993, e que não chegou a receber a visita do autor. Com curadoria de Agustín Perez Rubio e participação de Ana Lenice Dias, a atual montagem traz também anotações e esboços deixados por ele sobre seu último trabalho.
FATO GATO, de Ana dias Batista e João Loureiro
Obra site specific concebida por Ana Dias Batista e João Loureiro, que se interessaram pelo cotidiano do local, identificando pontos de interação, entre eles a presença de uma população de gatos no território. A instalação promove um diálogo com o sítio histórico, tecendo pontes entre a sua memória de ocupação artística e o público visitante, abordando questões da arte contemporânea. Os artistas se utilizaram da área externa da Capela para cultivar erva-dos-gatos e também instalaram um arranhador — para uso dos felinos — no teto da edificação.
INTERSECÇÕES
Com curadoria de Adriana Barbosa, Nabor Jr. e Eleilson Leite, a mostra apresenta um conjunto de movimentos culturais, artistas, processos e encontros que atuam na interseccionalidade histórica e socialmente imposta às populações negra, periférica, indígena e LGBTQIA+ e também revelam como as transversalidades que os unem fomentam a base da cultura na capital, além de fornecer elementos não somente para a celebração coletiva, como para a possibilidade de convivência em uma sociedade onde o racismo, o sexismo e a homofobia são inseparáveis.
Revelando Territórios
A mostra é resultado do concurso “Revelando Territórios”, que buscou fomentar a produção de imagens e retratos sociais do período da pandemia de Covid-19. Fotógrafos e documentaristas, tanto amadores como profissionais, registraram o enfrentamento da pandemia, entre 2020 e setembro de 2021, de pessoas em situação de vulnerabilidade, que vivenciam essa realidade paulistana em suas diversas facetas, além de trazer contextos da população LGBTQIA+, dos trabalhadores de entrega por meio de aplicativos, das periferias, entre outros atores sociais.
Chá. Um viaduto, algumas histórias.
Com pesquisa e curadoria de Ana Paula Nascimento, esta exposição resgata a cronologia e contextualiza a relevância do Viaduto do Chá — que completou 130 anos em 2022. Além de reunir fotografias do acervo do MCSP e de outras instituições de memória, como as bibliotecas da FAU e da Escola Politécnica da USP e o Instituto Moreira Salles, a mostra apresenta os projetos que participaram do concurso para o atual viaduto, lançado pela Prefeitura na década de 1930.